[Mundo de Trevas] Origem da Vida e Evolução das Espécies

Devido ao Atlântida, comecei a pensar em uma explicação para a origem dos seres humanos no Mundo de Trevas. E o tema de Atlântida é um ponto de partida interessante para o assunto, pois Atlântida é mencionada pela Teosofia e a teosofia fala sobre origem das raças e da vida em geral. Essa parte da “Atlântida Teosófica” é um enfoque mais “misticóide”, em contraposição à mais clássica “Atlântida de Platão” descrita em Critias. Mas antes de começar a falar sobre o assunto da origem das espécies e da vida, é fundamental explicar que o termo “atlantes” pode ter quatro significados diferentes. Apenas uma observação: este texto é um conjunto de ideias que tive e não sei se vou publicá-las em algum ebook, mesmo no Atlântida.

O primeiro siginificado são os atlantes do Éon passado, que é o Éon dos Dragões, descrito em Dragões: Reis Caídos. Esses atlantes eram uma das espécies inteligentes que existiram naquele Éon, mas não eram a espécie dominante, pois esta eram os Dragões. Existiam várias culturas atlantes assim como existem culturas humanas hoje em dia. Chamo esses atlantes de “paleoatlantes”.

O segundo significado é que entre os paleoatlantes havia uma civilização que existia no Éon dos Dragões na região de Atlântida. Essa é chamada Paleo-Atlântida.

O terceiro significado é que atlantes são os habitantes de Atlântida, o continente descrito no Trevas que afundou durante o Dilúvio no Éon atual. Estes atlantes são descendentes da miscigenação entre três grupos: os paleoatlantes que sobreviveram intactos após o giro da Roda dos Mundos, os humanos que involuíram a partir dos paleoatlantes e os pictos, que são versões mais involuídas ainda dos atlantes. Essa involução foi causada pelas emanações entrópicas que ocorrem durante o giro da Roda dos Mundos. Estes são os atlantes propriamente ditos.

O quarto significado é que atlantes são a ordem mística dos Magos Atlantes. Essa ordem foi formada ao longo do tempo por sobreviventes da destruição de Atlântida e seus descendentes, nephalins atlantes reencarnados ao longo dos séculos e pessoas sem relação alguma com Atlântida mas que foram recrutadas como iniciados.

Pois bem, agora que está tudo explicado, vamos falar sobre a origem das espécies. Minha teoria é que no Mundo de Trevas a vida é criada e evolui por um complexo mecanismo que mistura a evolução como nos é ensinada pela biologia, como o darwinismo e o lamarckismo, com a evolução mais mística explicada em certos ramos do ocultismo. A ideia é que a vida e as espécies surgem de matéria inanimada e mudam com o passar do tempo, conforme explica a evolução científica, mas a forma como elas surgem e a velocidade e o caminho evolutivo das espécies pode ser e frequentemente é alterado por seres e eventos de caráter místico. Posto de maneira mais simples: a maneira como vida surge e as espécies evoluem é explicada por um misto de ciência e magia.

Deixarei para pensar sobre os detalhes de como esse mecanismo funciona para um artigo futuro, mas por agora é possível dizer que acredito que no Mundo de Trevas a vida possa surgir espontaneamente a partir de matéria inanimada, e sua evolução pode ocorrer mais rapidamente ou mais lentamente dependendo da posição energética do plano. Em planos na posição do Edhen, as espécies podem evoluir o equivalente a milhões de anos em um espaço de milhares de anos. Em planos como a Terra, por exemplo, que são menos energéticos, a evolução ocorre bem mais lentamente, e se considerarmos planos como Tenebras, ela não ocorre de maneira nenhuma.

Continuando, agora que já sabemos o básico dessa teoria, podemos falar sobre a evolução da espécie humana. Considerando isso, se há algo que podemos afirmar é que certamente os humanos, atlantes e paleoatlantes nem sempre existiram, mas que eles foram criados ou se originaram a partir de alguma outra espécie. O que imagino é que os paleoatlantes podem ser uma involução de alguma outra espécie que veio antes deles, mais precisamente de uma espécie que existiu durante o que convenciono chamar de Éon/Era dos Dragões Primordiais, que veio antes do Éon dos Dragões. Durante aquela Era, o plano da Terra se encontrava na posição ocupada atualmente por Edhen.

Aproveitando o novo mundo esplendoroso que aparecia na orbe de Satânia, colonizadores do Solarium chegaram ao plano e encontraram-no em formação, com inúmeras espécies emergindo das incontáveis piscinas de vida. Os seres evoluíram de simples organismos unicelulares a complexos seres multicelulares em questão de apenas dezenas de milhares de anos. Então os colonizadores guiaram a evolução de várias destas espécies, criaram várias novas e destruíram outras a fim de que aquelas que permanecessem possuíssem uma pureza compatível com o esplendor daquele mundo.

Um certo solarita (quem será?) tomou nota de um grupo de primatas em particular que havia emergido naquele plano, membros do que a ciência chama de gênero Homo, notando sua inteligência e potencial evolutivo, o solarita acelerou sua evolução, criando o Homo divinus. Os membros desta raça eram dotados de capacidades físicas e mentais vastamente superiores aos humanos atuais e mesmo aos paleoatlantes. Eles são chamados de raça Adâmica, e em termos de jogo possuem Escala Épica 3 (ver Trevas: Campanha Épica). Nos primeiros tempos de sua existência, os adâmicos viveram para servir os desígnios de seu criador, atuando como servos e mensageiros, visitando outros planos a fim de colonizá-los e também guiar sua evolução.

Ao entrar em contato com as criaturas dos planos inferiores, eles passaram a questionar sua própria existência e seu estado de servitude, e decidiram emular seu criador e criaram à sua imagem uma raça nos planos inferiores para os servirem, com muitos deles tornando-se deuses para esta nova espécie. Uma grande e devastadora guerra se sucedeu entre o Criador e os adâmicos ainda fiéis a ele e os adâmicos rebeldes. Eventualmente os outros colonizadores do Edhen e seus servos entraram na guerra, e os embates entre os seres de poder divino criaram poderosas ondas energéticas que reverberam por toda a orbe e todos os seus planos, se expandindo pelo æther. Esta onda ocasionou o fim prematuro daquele Éon, dando origem ao Éon dos Dragões, que é descrito em Dragões: Reis Caídos.

Havia ainda uma terceira facção, daqueles adêmicos que decidiram não posarem como deuses e escravizarem as almas das espécies que haviam criado e moldado. Em vez disso, eles procuraram ensiná-los e guiá-los na sua evolução, tornando-os independentes dos planos inferiores. Suas crenças eram consideradas heréticas pelas outras facções de forma que eles tiveram de agir de maneira oculta, formando o que muitos dizem ser a primeira sociedade secreta do plano da Terra.