[Mundo de Trevas] Roda dos Mundos: eras/éons, orbes, planos, padrão energético e giro

Antes de me aprofundar mais sobre a evolução dos seres humanos no Mundo de Trevas, gostaria de fazer uma explanação sobre definições e eventos relativos ao mecanismo cósmico conhecido em Trevas como Roda dos Mundos.

A evolução dos seres do Universo é regido pelo mecanismo da Roda dos Mundos, e este mecanismo tem vários níveis, mas neste artigo vamos focar apenas no nível de um Sistema Solar. Bem, cada estrela luminosa no Universo tem orbitando ao redor um conjunto de Planetas, formando um Sistema Solar. E no Mundo de Trevas, estes planetas são mais do que aparentam, pois carregam mais do que aquilo que nós mortais podemos ver. No linguajar místico cada estrela de um sistema é chamada de Solarium e cada planeta é chamado de Orbe, sendo que cada Orbe recebe um nome que geralmente é diferente do respectivo planeta, muito embora o nome do planeta possa ser usado para identificar a orbe. No caso da Terra, temos a Orbe de Satânia. Continuando, em cada Orbe existem não apenas um, mas vários planos físicos e espirituais superpostos entre si, pois estão em dimensões diferentes. O número de planos varia de orbe para orbe, e no caso Terra temos cinco, que são: Edhen, Paradisia, Terra, Ark-a-nun, Infernun e Tenebras. Este sexto plano não é considerado para contagem pois já está praticamente fora da orbe de Satânia, o que explicarei mais à frente.

Como disse, cada plano de uma orbe está em um dimensão diferente, mas que estão superpostas entre si, ocupando o mesmo espaço físico. Isso é possível porque cada plano possui um padrão energético diferente, alguns com um padrão muito energético e outros poucos energéticos. É por causa dessa diferença de energia que os planos podem existir no mesmo local físico, mas na maior parte do tempo, a matéria que compõe um determinado plano não interage com a matéria que compõe outro plano.

A Terra está no que pode ser considerado o que pode ser um padrão energético mediano, e por causa disso nosso plano é usado como padrão para se determinar a posição de um plano nesse padrão energético. Como a Terra tem padrão mediano, dizemos que está na posição “0” na orbe de Satânia. Já o plano de Paradisia é o plano com o padrão energético imediatamente superior, portanto dizemos que está na posição “+1”. Já o Edhen é energeticamente superior a este último, estando portanto na posição “+2”. Temos também o plano que tem padrão energético imediatamente inferior ao da Terra, Ark-a-nun, que portanto estaria na posição “-1”. E temos Infernun, que está numa posição energética mais baixa ainda, que seria de “-2”.

Uma vez que já definimos o que são as posições de planos dentro de uma orbe, irei agora explicar como funciona o mecanismo que movimenta a Roda dos Mundos no nível de um sistema solar. Todos os planos de uma orbe tem um determinado padrão energético, mas este padrão vai decaindo com o passar do tempo. Existem fatores que podem fazer com que o plano decaia mais rápido que o normal, como o uso indiscriminado de magia, a destruição do ambiente e eventos cataclísmicos causados por seres de poder divino. Quando o padrão energético de um plano chega num valor crítico, esse plano cai para a posição energética ocupada pelo plano imediatamente inferior. No caso da Terra, que atualmente está na posição 0, ela cairá para a posição -1, que hoje é ocupada por Ark-a-nun. O ideal é que todos os planos decaiam juntos no ritmo naturalmente determinado pela Roda dos Mundos, mas às vezes acontece de um plano decair mais rápido que os outros. Quando isso ocorre, na maioria das vezes o plano decadente puxa todos os outros planos com ele, forçando-os a decair para uma posição inferior.

Agora existem algumas observações importantes. A primeira é que cada orbe tem um limite de planos físicos que pode abrigar, que no caso da Terra são cinco. Segundo, temos que falar o que acontece com o plano de mais alto padrão energético e o de mais baixo padrão energético no processo de decadência. Quando um plano decai além da última posição energética possível de uma orbe, ele se torna um plano morto. Na orbe de Satânia, temos Tenebras como plano morto. Quando este plano morto decair mais um vez, ele migrará para a próxima orbe que seja imediatamente mais distante do Solarium/Sol. No caso de Tenebras, ele migrará para a orbe de Marte, e lá chegando renascerá como o plano na mais alta posição energética daquela orbe. Falando em termos do cenário, Tenebras será futuramente o “Edhen” de Marte. Se o leitor já andou raciocinando mais à frente, deve ter concluído que o Edhen da orbe de Satânia foi outrora um plano morto que veio da orbe de Vênus.

Agora que já definimos orbes, planos, posições energéticas dos planos e sua decadência, vamos falar sobre o giro da Roda dos Mundos e as Eras/Éons. Sempre que um plano decai, trazendo todos os outros planos de uma orbe consigo, dizemos que houve um giro na Roda dos Mundos. Já o intervalo de tempo entre dois giros consecutivos é chamado de Éon ou Era da Roda dos Mundos. Depois que chegou à orbe de Satânia, o plano da Terra já passou por três giros da Roda e por três Eras. Via de regra, quando ocorre um giro, fortes emanações energéticas causam mutações em massa nos seres de um plano, muitas vezes causando uma involução neles e criando espécies menos evoluídas, por assim dizer. Além disso, o giro causa muita destruição no plano, quase sempre eliminando a maioria absoluta dos seres, civilizações, construções e conhecimento adquirido durante a era. Por isso é muito comum que os sobreviventes tenham que reconstruir suas civilizações com poucos recursos e conhecimento. Mas agora falemos sobre as era pelas quais o plano da Terra já passou desde que chegou à orbe de Satânia:

Na primeira Era, chamada de Era dos Dragões Primordiais, (alguns estudiosos a chamam de Era da Raça Adâmica, muito embora os Dragões dominassem a Terra nas duas era anteriores a nossa) a Terra encontrava-se na posição +2, que é mais alta posição energética de um plano na orbe de Satânia. Hoje essa posição é ocupada pelo plano de Edhen. Durante essa era, alguns colonizadores de Solarium foram enviados para guiarem a evolução das espécies na orbe, e foi então que ao chegar, um destes solaritas manipulou a evolução de uma espécie de primatas dando origem a uma raça de hominídeos de imenso poder e intelecto que são chamados de Precursores. Além dos Precursores também haviam outras espécies sencientes, mas durante esta era, eles foram mais dignos de nota. Essa era durou um longo tempo, quiça centenas de milhares de anos, e terminou quando o plano da Terra decaiu de +2 para +1.

Nessa segunda Era, chamada de Era dos Dragões, a Terra decaiu da posição +2 para a posição +1, ocupando o lugar que atualmente é de Paradisia. Devido às emanações entrópicas do giro da Roda dos Mundos, os remanescentes dos Precursores se tornaram uma espécie involuída, menos poderosa e inteligente, que foram chamados de Paleoatlantes. Os paleoatlantes ainda seriam muito inteligentes em comparação ao ser humano atual, mas não eram tão poderosos quanto as outras espécies inteligentes daquela era, como os Artródiros, as Aves do Paraíso e a verdadeira raça dominante, os Dragões. Com o tempo, as civilizações dos paleoatlantes cresceram em extensão e poder, mas sempre à sombra dos Dragões. Essa era durou menos tempo que a era anterior dos Precursores, provavelmente dezenas de milhares de anos, e terminou quando o plano da Terra decaiu de +1 para 0.

Inicia-se então a Era Atual, aquela na qual se passa Trevas. Os remanescentes dos paleoatlantes sofrem mais uma involução, dando origem aos atlantes do Trevas, que construíram a cidade de Atlântida narrada por Platão em Critias, assim como várias outras cidades e estados antes do Dilúvio. Quando o Dilúvio ocorre, todas estas civilizações são aniquiladas, restando apenas fragmentos de sua existência e seu conhecimento. A partir de então vão se passando todos os eventos narrados no Trevas e na história da humanidade.

Bem, espero que isso tenha esclarecido um pouco mais sobre certas definições da Roda dos Mundos. Nos próximos artigos falarei mais sobre o assunto.