[Mundo de Trevas] Cidade Dourada de Rá – As Castas

Segue abaixo um post* interessantíssimo do melhor escritor amador sobre o Mundo de Trevas que eu conheço: o Henrique Morcego. Ele descreve brevemente as castas angelicais que habitam a Cidade Dourada de Rá.

Dei uma modificada no texto acrescentando algumas coisas, mas a maior parte é de autoria do Henrique.


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Depois de ler o Vikings, me inspirei para adaptar as Castas já pensadas, de modo que suas regras se assemelhem… Assim, será o mesmo sistema: celestiais com funções definidas, mas seu deus patrono será representado pelo Aprimoramento de Servo.


Os Makhaut

Yaru

Formando a grande parte dos anjos da Cidade Dourada, executam diversas funções, como mensageiros entre os deuses e a Terra, por exemplo. Costumam continuar com corpos antropomórficos, intercedendo no mundo dos vivos sem grandes dificuldades de se mesclarem aos mortais.

Semka-Duat

Os “Cavaleiros de Duat” são os agentes psicopompos na cultura egípcia. São eles que buscam almas, criam corpos para novos Yaru e coordenam as almas egípcias em Duat, como verdadeiros psicopompos. A maioria dos Semka-Duat possuem cabeças de Chacal, Cachorro ou Abutre, e têm como deuses patronos Set, Anubis, Mut, Nekhbet, Chontamenti, Khentimentiu, Duamutef e Wepwawet.

Mahnut

Esses yaru formam o exército de elite da cidade e são comandados por Sekhmet e Maahes. A maioria possui características de leão, gato, cobra ou escorpião, da mesma forma que seus comandantes deuses. Alguns desceram à terra para ajudar os egípcios no expansionismo durante o Novo Império, e ainda têm como grande função punir os criminosos e agirem como vingadores dos deuses na Terra. Entre os deuses patronos mais comuns, estão Bastet, Aker, Arensnuphis, Bes, Maahes, Menhit, Sekhmet, Seshat, Mafdef, Hedetet e Serket.

Sekhator

Os “Poderosos Olhos de Rá” são auxiliares diretos de Hórus na admnistração da CDdR, e atuam como os olhos e ouvidos de seu patrono. Estão estratificados segundo uma hierarquia política rígida. São geralmente vistos como seres de luz solar pura, mas também assumem cabeças de gavião e falcão. Costumam ser extremamente arrogantes, com deuses patronos como Anti, Chenti-irti, Horus, Menthu, Rá, Ash e Osíris.

Ytheramenti

São os caçadores das almas transgressoras das regras de Maat. Essas criaturas viajam pelo mundo espiritual à procura de infratores da lei de Duat ou qualquer perigo que afronte os interesses dos deuses egípcios ou mesmo as leis dos homens, envenenando seus corpos e suas almas. Com suas cabeças geralmente de babuínos, crocodilos, lebres e serpentes, costumam ter como deuses patronos Babi, Hapi, Ammut, Petesuchos, Sobek, Unut, Amaunet, Apep, Kebechet, Mehen, Meretseger, Nehebkau e Renenutet.

Shesh-Hekau

São os escribas encarregados de anotar e supervisionar tudo para os deuses. São eles que cuidam da biblioteca de Thot e da burocracia da CDdR, além de servirem eles próprios de Oráculo para os “deuses primevos”, como Kephera, Nut e Geb e assim agindo na Orbe como misteriosas forças sobrenaturais dos deuses supremos. Por isso, são também considerados os Magos que estudam a Árvore da Vida. Têm o costume de assumirem características de seres das águas, anfíbios ou mesmo pássaros das beiras dos rios (como o íbis e o flamingo). Como deuses patronos comuns, há Thoth, Hatmehit, Hauhet, Heh e Heket.

Astmes

“Filhos de Ísis”, simbolizam a maternidade e a estrutura social e familiar da cultura egípcia. Protegem os nascimentos, os pais e as crianças, além de servirem de anjos da guarda de pessoas especiais. Também representam o poder espiritual dos sacerdotes e ainda intercedem pelos médicos e professores. Normalmente possuem características de bois/vacas, hipopótamos e bodes/cabras. Entre os deuses patronos, há Apis, Mnewer, Ipet, Reret, Taouris, Taweret, Bata, Hathor, Mehturt, Neith e Ísis.
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